Paspalhos: avaliem suas parceiras já, ou chorem amanhã!

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por Doutrinador
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Planejamento é uma constante na vida do homem. Em tudo na vida você procura se planejar.

Se vai comprar um carro, pensa e planeja como pagar as parcelas, analisa as taxas de juros pra ver se não estão abusivas e então toma sua decisão.

Vai comprar uma casa? Analisa as propostas de financiamento e avalia a propriedade antes de fechar negócio, pra não se dar mal se o barraco que estais comprando cair depois.

Se vai comprar uma lata de feijoada no boteco da esquina analisa a validade pra não perder dinheiro e pra não te dar uma diarreia mais tarde. Se a lata estiver amassada, claro, você pega outra intacta na prateleira.

Quer um sócio para sua empresa? Você analisa se o sujeito é confiável, se tem credenciais e bom histórico como empreendedor.

Conclusão: em tudo há o planejamento sensato pra não se perder dinheiro, para proteger a sua saúde e o seu patrimônio.

Mas aí aparece uma mulher, o paspalhão se apaixona e acha normal até cruzar o Atlântico se necessário abandonando uma vida estável e próspera por uma aventura que pode levá-lo de empresário bem sucedido a mendigo, uma aventura que em 6 meses pode torrar 6 anos de trabalho ou mais. Toda a sensatez que o homem utilizou para construir sua carreira, conhecimento e patrimônio é reduzida a nada por uma simples paixonite.


Aparece uma mulher interessante e ele acha normal assinar às pressas um contrato de casamento com comunhão de bens sujeitando todo seu patrimônio à derrocada caso ela seja uma aproveitadora. Separação de bens? “Ah não, isso é sinal de desconfiança, é começar o casamento com o pé errado. Fora que ela e a família dela pode não gostar”, dizem os apaixonadinhos.

Ou seja, na lata de feijão ele analisa a validade, procedência e se está intacta (ninguém pega a lata amassada na prateleira) mas nos relacionamentos ele não usa o mesmo critério. Não se interessa em saber se a prospectiva namorada é de boa família, qual seu histórico de relacionamentos, se há base sólida para crer que ela não seja uma baladeira enrustida que sai com qualquer um, se há histórico de traições em seus relacionamentos, se ela tem qualidades para ser uma boa esposa, etc.

Se ele faz isso, é taxado de machista, preconceituoso e egoísta, como se ser do sexo feminino fosse naturalmente um atestado de boa índole e decência do qual homem nenhum pode questionar. Não é!
“O homem apaixonado está acostumado a avaliar o carro que anda e a casa em que vive. Mas se recusa a avaliar a mulher com quem dorme.” –Doutrinador

Qualquer relacionamento é um investimento, que gerará perdas e ganhos (geralmente mais perdas, mas não existe almoço grátis). E como em qualquer investimento, a prudência e o bom-senso manda calcular o custo antes de se tomar uma decisão.
A pergunta é: você tem autodomínio suficiente para fazer uma avaliação honesta ou prefere fazer vistas grossas por estar cego pela paixão?

Se você ainda quer se casar mesmo sabendo como a instituição do casamento é encarada atualmente, pelo menos avalie a mulher com quem planeja se relacionar. Isso vale para namoros também, já que atualmente se pode configurar união estável.
Um homem racional, desapaixonado, que possui autodomínio sobre suas emoções, olhará a prospectiva namorada/esposa de maneira realista, analisará as possibilidades de perdas e ganhos nesta parceria e se ela é adequada ou não para essa sociedade que beneficiará os dois. Casamento não é romantismo eterno. Casamento não é paixão infinita, união de almas ou outras merdas que a sociedade prega. Casamento é acordo de parceria. Dois juntos por ideais em comum. Jogue no lixo o resto, pois na primeira merda que der no casamento (e vai acontecer, pois nenhum dos dois é perfeito) o romantismo vai por água abaixo. Seja racional e não um paspalhão.

Voltando ao exemplo anterior, se um empresário deseja convidar alguém para ser seu sócio numa parceria, ele analisa friamente o histórico financeiro da pessoa, se este é sujeito honesto, confiável, e mesmo assim toma providências para evitar o impacto de um possível (futuro) golpe. Mas a sociedade atual condena homens que pensam assim ao firmarem um relacionamento. Condena homens que casam com separação de bens, que procuram proteger seu patrimônio caso futuramente sua mulher queira acabar com sua vida.

Não se renda a isso. Proteja-se. Um homem apaixonado, sem qualquer controle emocional, aceita qualquer mulher como parceira e não se importa em doar tudo o que conquistou para a mesma, que quando ele mais precisar dirá que está com “dor de cabeça”, até arrumar um cafajeste qualquer, pedir divórcio e rapar 80% de seus bens. Não estou dizendo para ficar paranóico e vestir o chapéu de corno por antecipação, mas não deixe isso acontecer com você. Tenha relacionamentos, sinta atração e retribua isso a contento, mas jamais abaixe a guarda de suas emoções. A própria mulher espera isso de você – que seja um líder – e não um fracote imbecil incapaz de fazer valer suas preferências. Demonstre força na relação e jamais deixe de pensar no seu patrimônio e da sua família.

O homem apaixonado está acostumado a avaliar o carro que anda e a casa em que vive. Mas se recusa a avaliar a mulher com quem dorme.

Você é um deles?

4 comments

Anônimo 19 de julho de 2017 21:55

Que texto meus amigos, que texto! BIBLIA

Anônimo 24 de julho de 2017 00:49

Adorei esse blog...virei sempre

damião | 25 de julho de 2017 12:08

Demais, esse vou mostrar para o meu filho, para que não cometa os mesmos erros que eu cometi.

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